A Escolha Perfeita 2 (2015)

Ainda que não tenha uma trama tão equilibrada, este A Escolha Perfeita 2 é tão divertido quanto o original de 2012. Desta vez, após mais uma apresentação desastrosa, o grupo de coral à capela Barden Bellas é proibido de participar de quaquer campeonato regional, direcionando então seus esforços para o mundial que acontecerá em Copenhagen. Juntas, precisarão encontrar sua voz interior e ir além dos contratempos que insistem em aparecer em seu caminho. Ou seja, a mesma história do primeiro filme.

A atriz e diretora quase estreante Elizabeth Banks mostra segurança e um timing cômico invejável na condução do filme, mantendo os ótimos números musicais que encantaram o público e ainda encaixando piadas e situações nonsense que fariam Will Ferrel abrir um sorriso – e sim, isso é um elogio. Este humor, como é de se esperar, varia do genial ao rasteiro sem muita cerimônia, naquela linha de autodepreciação que funciona tão bem nos filmes de Seth Rogen, por exemplo.

Como protagonista Anna Kendrick continua simpática e carismática, mas padece em um arco bem irregular e tão irrelevante – dedicar-se ao seu estágio em um estúdio de música ou investir nos ensaios e na produção do grupo – que sequer chega a se concluir com exatidão. Assim, quem segura o filme mesmo é Rebel WIlson, que mais uma vez rouba a cena como a sem noção Fat Amy, praticando um humor que – aprenda isso Melissa McCarthy – não depende de piadas sobre seu peso ou sua forma física.

lead_960

A gracinha Haille Steinfield também chega para ajudar o time, que conta ainda com as participações de Brittany Snow – quase passando da idade para interpretar um jovem de 17 anos – e a absurdamente hilária Hana Mae Lee, capaz de soltar as frases mais bizarras do mundo como se fossem receitas de bolo de cenoura.

A conclusão de A Escolha Perfeita 2 não faz questão de fugir do esperado –  até porque é exatamente isso o que o público deseja. Sem soar pretensioso ou ambicionar mais do que contar uma história divertida, o filme cumpre seu papel de entreter sem muito compromisso, fazendo você até esquecer algumas subplots desnecessárias, personagens mal aproveitados (o que o filme faz até questão de marcar) e – principalmente – a completa falta de ensaios para apresentações que levariam semanas para serem coreografadas!

Mas aí já seria pedir demais mesmo.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s